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E aqui ficam as manias que me consigo lembrar...porque apesar de muitas o desafio não é tão simples quanto isso...
- Nunca me deito sem ler nem que seja uma somente uma página de um livro ou revista.
- Tento sempre deixar os botões de um interruptor duplo virados para o mesmo lado.
- Não gosto de ervilhas.
- Procuro sempre teias de aranha se estou sob uma árvore ou numa arrecadação...e não evito um palavrão se se me prende uma à cara.
- Não consigo tomar o pequeno almoço na primeira hora após acordar...e também não sou muito efusivo nos "bons dias" durante esse período...
a inevitabilidade de nos encontrarmos, de aprendermos com tudo o que nos acontece em cada altura das nossas vidas. E nessa viagem conhecemo-nos e evoluímos.
Encontramos respostas e caminhos. E pessoas.
E com essa aprendizagem e esses caminhos que se nos deparam procuramos construir os futuros que desejamos. E podemos neles querer incluir essas pessoas.
Descobri caminhos, conheci-me melhor contigo e percebi que fazes parte do futuro que quero construir. Quero percorrer esses caminhos a teu lado, Cris, rumo a um futuro que quero nosso.
Amo-te e sei que é contigo que quero ficar.
Sempre.
E vou construir esse caminho todos os dias. Contigo.
Vem...há um espaço e um tempo que ganhámos e está à nossa espera!
entrar em ti...com tudo o que sabes significarem estas palavras e vai muito além da vontade do teu corpo. Quero entrar em todo o teu ser, na tua vida, no teu bem estar e no teu futuro...
Quero a doçura de todos os teus sorrisos. Quero dar-te a ternura de todos os meus carinhos.
E quero fazer-te feliz e sorrir contigo. E sentir a teu lado a paz que senti vendo-te...lembras?
E sorrias, calma, serena...terna.
Uma paz de momentos tão nossos...tão sentidos. E uma vontade sempre presente de reconstruir todos esses momentos junto de ti, com todos os demais que nos fizeram perceber querermos e necessitarmos...
É bom saber que existem. É bom sentir a força das que tenho. Que possamos caminhar juntos em todas as que sabemos e nas que queremos conquistar, e que saibamos dar-nos as mãos e percorrerr esse caminho, juntos, ganhando essa certeza e acreditando, dia após dia. Com a ajuda que te quero dar com a força do que sabes que acredito e quero, e com a força do que sentimos.
aprendi a sorrir os teus sorrisos, a sentir-te em cada momento quer partilhámos e partilhamos, a perceber que tudo faz mais sentido contigo, e junto de ti como quero estar. Porque existes aprendi que queria dar-te tudo o que sou, que cada segundo longe de ti me faz ter ainda e sempre mais vontade de abraçar-te, dar-te todo o amor que me fizeste descobrir e que é teu...tão teu, Cris.
Porque existes sei que sou melhor. Sei que tenho mais para dar. Sei que tenho mais para te dar.
Aceitas? :)
Porque existes sou mais feliz, amor.
Porque existes, sou.
E por isso agradeço existires, deixares que exista dentro de ti e aceitares existir dentro de mim.
Nunca,
por mais palavras
que diga,
por mais que
brinque
com as letras
com que te toco,
nunca saberei escrever
o poema que escreveste
em mim...
posso falar-te de saudade,
posso juntar todas as letras
que encontre
e dizer-te que te quero,
posso até inventar todas as frases
e em cada uma
mostrar-te o meu desejo...
falar-te-ei da vontade
do teu corpo,
mostrar-te-ei a urgência
do teu beijo
lembrar-te-ei a ternura
de um abraço...
dir-te-ei que te amo, sim
dir-te-ei que te quero
a meu lado,
eu sei...
saberás que quero
tocar-te,
saberás que quero
estar dentro de ti,
saberás que quero
beijar-te e
amar-te e
abraçar-te
até doerem os braços
à força de envolver-te
em mim...
terás certeza do que sinto,
amor,
eu sei,
e nem uma dúvida
do que quero...
mas não saberei escrever
este poema
que escreveste
onde só tu chegaste...
Porque o escreveste,
Cris,
com palavras
que não se escrevem,
no amor que me deste,
no amor que deixaste
que te desse...
escreveste-o, sim, amor
dentro de mim
com palavras
que não se apagam
e talvez não o saiba escrever,
amor,
em ti,
aqui...
porque quero todas as frases,
sim ,
e todas as palavras,
Cris,
e todas as letras
do mais lindo poema
que me ensinaste...
escritas
no silencio
dos teus olhos
e nos carinhos
que tenho guardados
nos segredos
que quero dizer,
baixinho,
ao ouvido...
Talvez só saiba escrever
este poema, amor,
quando o disser
junto de ti...
***
Cris...AMO-TE!
E é este poama que te direi a olhar-te nos olhos e a dizer-te que é contigo que eu quero ficar.
Que cada segundo em que estás dentro de mim te leve todos os beijos que tenho para te dar. E que em cada um deles possas sentir-me sempre contigo e te dê um pouco da força que precisas. E que tens dentro de ti.
Que possa ajudar-te a reencontrá-la. E que saberes que te amo muito possa ser parte importante dessa ajuda.
Beijo-te,
como se morder o desejo
na tua boca
parasse o tempo
e apenas restasse
o teu corpo quente
colado em mim,
e enlouquecesse
nas mãos nervosas
das carícias
que deposito nos teus seios,
me perdesse
nos recantos que descubro
nos segredos do teu corpo
que me ofereces
Tocas-me,
e sei apenas
o arrepio
dos teus dedos macios
a queimarem-me
a pele,
os segredos que murmuras
nas mãos inquietas
com que procuras
o meu sexo
e nos beijos
com que me acendes
o desejo.
Toco-te
e estremeces,
e escrevo amor
no silêncio dos teus olhos
onde me entrego
e invento as palavras
com que anoiteço
dentro de ti...
na sua essência, não se esgota no dia 25 de Dezembro, a todos um Bom Ano e pensem que mais que um dia de prendas devemos procurar (e construir) 365 dias fraternos de paz e solidariedade.
Morrem-me as palavras
nos dedos tristes
porque não sei escrever
a falta que me fazes
e as saudades
não se escrevem
porque há sorrisos
que nem sempre
sei sorrir
longe de ti
Morrem-me as palavras
nos dedos tristes
porque não sei escrever
a vontade dos teus beijos
porque a distância
não se escreve
e há verdades
que só digo
nos teus olhos
Morrem-me as palavras
nos dedos tristes
porque não sei escrever
e há vontades
que só explico
no teu corpo,
porque não chegam
as palavras
que quero dizer
dentro de ti
Morrem-me as palavras
nos dedos tristes
porque não sei escrever
as palavras
que não chegam para dizer
amo-te
sem abraçar-te
Quero estas palavras,
nos meus lábios,
e dizer amo-te
sem nunca mais
ter de o escrever...
Há alturas em que só a voz sabe dar sentido a certas palavras. Precisava dizer tudo o que não escrevi...e precisava ouvir tudo o que me disseste.
Há palavras que nos fazem falta. Há pessoas que nos fazem falta. Há uma paz imensa - é dolorosamente bom - que nos invade ao ouvirmos essas palavras da boca dessas pessoas.
Já aqui o escrevi diversas vezes...mas é absolutamente verdadeiro e faz cada vez mais sentido...
Por vezes as distâncias que criamos dentro de nós mesmos são muito maiores que as distâncias que já temos de enfrentar...e doem tanto ou mais que estas. E tudo o que queria era estar junto de ti...
Há dias tristes. Mas quero-te a sorrir, e quero sorrir contigo.
Amo-te Cris. E nenhuma distância muda isso. E espero que nenhuma te faça deixar de acreditar.
Por vezes procuramos nas palavras encontrar o que não podem dar-nos. Ou por não sabermos delas tirar os significados mais profundos que encerram, ou simplesmente por não sabermos com elas dizer o que nelas procuramos. Nessas alturas ficam silêncios.
Não silêncios vazios; silêncios intensos. Silêncios nascidos nas palavras que sabemos sempre não chegarem para o tanto que temos por dizer.
Nesses dias, intensos, ficamos com as palavras presas na imensidão do que temos para dizer e não sabemos. E percebemos a falta que nos faz um olhar e o quanto uma carícia pode por vezes mais que todas as palavras que conhecemos.
Aqui, Cris, hoje, apenas sei e quero dizer que te amo.
Todas as restantes palavras e silêncios são só nossos.
Pode-se fazer até silêncio, de facto, e podem muitos silêncios dizer mais que todas as palavras, olhando e sentindo, partilhando o que nos diz um toque, um gesto...e nada está morto em nós porque existimos e estamos aqui, no que sentimos e é tão nosso...mas inisisto. Todos os demais morreram; todos os que por tanto tempo insisti em conservar, todos os que amarrei a medos e fantasmas...todos os que por tanto tempo me impediram de dizer-te tudo o que te queria dizer, tudo o que te queria fazer sentir, esses morreram.
Definitivamente.
Por isso repito: Apenas restarão os NOSSOS silêncios, os que quisermos construir quando nos disserem mais que qualquer palavra que possamos dizer. Todos os demais estão mortos.
E nenhuma palavra ficará por dizer. Muito menos ficará por dizer qualquer uma que te faça sentir o que és para mim. Muito menos ficará por dizer, sempre...amo-te.
Porque é o que sabes que sinto e já o mantive em silêncio tempo e vezes demais.
Esses silêncios, e era a esses que me referia, Cris....morreram.
os silêncios que quisermos fazer quando nos tocarmos e sentirmos de novo na pele o arrepio de todas as palavras que leremos no fundo dos nossos olhos. Todos os demais estão mortos.
"O sorriso faz bem ao corpo e à alma. Só o homem é capaz de mover os músculos do rosto num sorriso. Os nervos conectados aos músculos da face que se movem para abrir um sorriso, projetam-se direto nas partes do cérebro que determinam o humor. Envie esse sinal para o seu cérebro dizendo que você está feliz. Num minuto ele atende a sua mensagem com prazer e você se sentirá melhor."
"São necessários 23 músculos para um sorriso verdadeiro. E com um sorriso transmitimos uma potente mensagem positiva aos outros. Os três principais tipos de sorriso, segundo Lambert são:
* Sorriso simples, com os lábios fechados e para cima nos cantos, que é quando a pessoa sorri para si mesma;
* Sorriso para cima, com os lábios para cima nos cantos e aberto, usado geralmente quando sorrimos para outra pessoa;
* Sorriso largo, com os lábios para cima e com os dentes claramente à mostra, usado geralmente quando nos estamos a divertir."
Conclusão: Sorrir mantém a musculatura activa e tonificada e potencia o bom-humor!
que adormeça nos teus sonhos
e que encontre nos sorrisos
os dias que jurámos
inventar,
e vem,
deixa-me acordar em ti
e tocar-te
com os sonhos que cruzámos
e amanhecer num beijo,
sorrindo,
às estrelas que brilham
nos teus olhos.
Este espaço é meu, e é publico, e já aqui agradeci a todos quantos cá passam o prazer que tenho na sua visita...mas também já o fiz de forma especial às duas pessoas que mais aqui estão, porque são ambas especiais e a ambas amo muito, de forma diferente, mas completa.
A ti, Cris, fiz deste espaço um cantinho que quis nosso...por isso te digo e sempre disse; é teu estás cá porque estás em mim, e tudo o que aqui queiras deixar é bem vindo. Sem segredos, sem silêncios.
Por isso aqui publicamente mostrei que te amava. Por isso aqui publicamente (te) digo que adorei que o fizesses de igual forma. E por isso te reafirmo, também publicamente, que tudo o que entenderes aqui dizer e da forma que entenderes fazê-lo é, repito, bem vindo...porque aqui estás, completamente, num espaço também teu.
Teu porque te quero também aqui, sempre.
Como te quero e amo, em todo o lado e em todo o tempo.
Hoje apeteceu-me dizer aqui de forma explicita o que tantas vezes aqui tenho dito de tantas e tantas maneiras...o melhor que posso, o melhor que sei.
Quem por cá passa...conhece-te. Estás aqui e já ninguém que por cá passe te ignora. Mas hoje quis dizer, clara e inequivocamente...amo-te Cris...existes, sim, e existes profundamente dentro de mim...e amo-te muito.
Aqui, sim. Publicamente. Para que dúvidas não restem a quem aqui passe.
A quem me conhece e percebeu que me tocaste como ninguém antes o fizera e conseguiste derrubar os muros que me rodeavam...apenas uma confirmação. A ti, amor, dizer-te uma vez mais que te quero muito...e dizer-te aqui para que saibas que há muito deixaste de ser segredo. Amo-te e quero que toda a gente o saiba.
Quero as visitas que ainda não terminámos e que são nossas...
Quero-te a ti, Cris...por tudo o que tu sabes que és para mim e por tudo o que só tu conheces a meu respeito e que te faz, estou certo, saber sem que te restem quaisquer dúvidas, o que sinto por ti. E se as palavras podem sempre ser poucas, sei que o sentiste na ternura com que te abracei e na entrega com que te amei, nos beijos com que guardei o teu sono... e até no medo com que te dei o silêncio que não queria, não te soube explicar e não consegui evitar. Mas sei que o sentiste sempre.
Acredita: Amo-te!
E sorri...sorri sempre.
Já o sabia...mas é sempre bom confirmar que continuas a ter um sorriso lindo. Nunca deixes de o usar, amor...nunca!
A frase é tua...mas sabes bem o quanto a sinto e entendo, e o que representa senti-la desta forma...
Sei que basta existires e é bom sentir que existes dentro de mim
Há memórias que permanecem muito para além do tempo que duram. Os momentos valem o que soubermos fazer deles e fazem tanto mais sentido quanto mais lições com eles saibamos e queiramos aprender.
Há memórias que mais que recordar queremos acima de tudo reviver. Por isso há visitas que ainda não terminaram.
Por isso as pretendo continuar. Por isso pretendo voltar aqui.
Abraça-me apenas,
em silêncio
e faz-me sentir no aconchego
dos teus braços
todas as palavras que trocámos
Abraça-me,
com força amor,
quero apenas sentir-te,
apenas sentir,
adormecer no teu abraço
e esquecer tudo o que existe
além de nós
Deixa amor,
abraçar-te só,
sem mais nada,
em silêncio talvez,
mas com todas as palavras
murmuradas
na demora desse abraço
apenas nós, amor
e as certezas
que só sabemos ouvir
no silêncio sussurado
dos abraços,
as palavras
que só sabemos dizer
no calor dos corpos enlaçados
na ternura
dos abraços
Deixa que te abraçe,
só,
fazer-te sentir,
apenas sentir,
apenas sentir-me
Deixa-me acordar
nos teus braços
e acreditar...
Abraça-me,
sem mais nada,
em silêncio talvez,
mas com todas as palavras
murmuradas
a dizerem que ainda existimos
"Foste um caminho aberto que deixámos surgir sem que quisessemos"
E dizes que não te arrependes, e que quem sabe um dia ainda possas ser feliz. Pensa que estou disposto a continuar a ser esse caminho, se assim o quiseres e aceitares, e a percorrê-lo contigo se assim o permitires e desejares, porque quero estar junto a ti no dia em que possas ser feliz. Acredito que se percorrermos esse caminho talvez nessa altura ainda o queiras ser comigo...
A ausência doi. E muito. Mas podemos por vezes encontrar nela vantagens que nem sempre estamos previamente dispostos compreender.
O quebrar de rotinas permite por vezes perspectivar as coisas de maneira diversa e dá-nos tempo para pensarmos, para fazermos uma mais profunda introspecção e reavaliamos atitudes e posturas perante nós e perante os outros. Essa talvez seja a principal vantagem. Tempo.
E com esse tempo podemos avaliar perante nós mesmos a certeza do que sentimos, do que fazemos ou do que queremos. E dessa análise retirar respostas: discernir ilusões de certezas, encontrar novos caminhos a seguir ou confirmar os que temos por certos e compreender a plenitude das nossas próprias verdades e do que procuramos.
No fim, de uma forma ou de outra, ganhamos certezas. Mudamos se encontrarmos novas certezas que nos levem a compreender não ser o caminho que percorremos o mais correcto ou permanecemos se nessa análise reforçarmos as certezas já existentes a a validade dos caminhos que traçámos.
Nesse tempo reforcei todas as certezas. E permaneço.
Permaneço porque encontrei as mesmas verdades, as mesmas certezas, a convicção reforçada das vontades, dos sentimentos e das intenções, e permaneço também porque sinto ainda mais estar certo o caminho que pretendo percorrer. E porque é o único que poderá trazer paz, haja o que houver. Porque é o único que permite acreditar e sobretudo saber, e sem saber acredito que nunca poderá haver paz. Para ninguém.
Fingiste que não compreendias completamente a tradução, sentiste um estremecimento no meu corpo e soubeste que precisava convesar.
Beijaste-me e chorei.
Envolvi-te num abraço longo e terno - tão terno e tão sentido... - e repousei a cabeça cansada no teu peito, sentindo-nos apenas, momentaneamente em silêncio. A tua mão afagava-me os cabelos, ternamente, e beijei a outra que trazia entrelaçada nos meus dedos.
Estranhamente paz...uma calma profunda e apenas nós.
Olhámo-nos e sorrimos. E descobrimos que também sabiamos sorrir. E com sorrisos lindos.
Beijámo-mos longamente e nos lábios colados sentimos a força de todos os momentos que passámos, de todos os erros e medos, mas sentimos também a força de todos os sentimentos que vivemos, das verdades que lemos nos olhares que trocámos.
E falámos. E percebi que me escondera de mim e do que sentia, que insistira quase sem me aperceber em permanecer numa ilha só minha, apesar de sentir-te e querer-te tanto...
E percebi que te perdia aos poucos nessa ilha e a estupidez que era fingir acreditar que não precisava de ninguém sabendo tão bem que precisava de ti...
Ninguém é uma ilha...e hoje sei isso.
Disse aqui um dia
"Há palavras que nos fazem falta.
Há pessoas que nos fazem falta.
Há uma paz imensa - é dolorosamente bom - que nos invade ao ouvirmos essas palavras da boca dessas pessoas."
Acredito e espero ter compreendido tudo isso a tempo de ouvir ainda essas palavras que hoje sei fazerem tanta falta...da tua boca.
Quero olhar-te e ler nos teus olhos que ainda existimos!
Por cá vamos andando...uns dias melhor, outros menos bem...mas cá nos vamos "amanhando".
Já passou a raiva, sabes? Tinha que ser, é assim que tem que ser. Um dia aceitamos que há presenças que mudam de forma, apenas isso, ou enlouquecemos.
Já sabemos que as lágrimas podem ser trocadas por sorrisos porque as memórias trazem-te sempre dentro de cada um de nós. E sorrimos. Sempre sorriste...
E as memórias comem connosco à mesa e passeiam-se pela casa. A tua casa.
Se ao menos pudesse
trazer-te outra vez
na ponta dos meus dedos
e sentir-te,
aquecer-me no calor
dos teus braços
perder-me
nos teus lábios
e lentamente
despir-te
o corpo e os medos
e entrar
em ti
com futuros
a sorrir-me
no olhar,
descobrir-te o corpo,
devagar,
e em cada beijo
segredar-te
os dias que queremos
inventar...
Se ao menos pudesse
trazer-te outra vez
à distância de um
carinho,
unirmos nossas bocas
na certeza que os amanhãs
eram só nossos
e fazer-mos amor
com todas as certezas
a brilharem
nos sorrisos,
para sempre...
Porque é igual o que sinto. O mesmo medo. A mesma tristeza. O mesmo vazio e a mesma saudade.
***
Nada
Não sei nada,
não sinto nada,
não entendo nada
não consigo pensar
em nada...
apenas vazio
apenas um imenso vazio
que não entendo
onde perco
todas as palavras
que ficam por dizer
que me rasgam a garganta
e me prendem na escuridão
onde nada existe...
Apenas falta,
falta de sentir
outra coisa,
qualquer coisa
menos nada,
falta de ti,
falta de nós...
sinto
todas as faltas
e todos
os vazios
e todos
os medos
e todas
as palavras
escondidas
nos cansaços
que não encontro
para afugentar
todos os medos
medo
de não sentir
nada
medo
de te perder
medo
de não restarem
dias por inventar...
Fecho os olhos,
sem pensar
em nada
e repouso as lágrimas
numa vontade
vazia
de adormecer
e de ficar...
e não quero acordar;
tenho medo
de abrir os olhos
e já não existirmos...
Por vezes as palavras ferem. As nossas próprias palavras também nos ferem.
Ferem-nos por vezes por não sabermos o que fazer com elas, por nos arranharem as entranhas à força de quererem libertar-se e não saberem. Outras porém libertam-se e encontram os seus próprios caminhos; e aí saem um pouco aos borbotões, um pouco falhas de coerência e "arrumação"...mas saem, e com elas o que as torna tão urgentes, tão necessárias.
Mas é nessa altura que podem ferir-nos de novo. E de uma maneira ainda mais dolorosa. Porque percebemos que não chegam. Nunca chegam, nunca são suficientes.
São sempre poucas, sempre pequenas, sempre tão frágeis...e fica um universo por dizer para lá das palavras que vamos encontrando, escrevendo. E é sempre esse universo o mais importante...
Como já disse aqui antes...gostaria de conhecer todas as palavras ou condensar todas apenas numa que dissesse tudo o que existe...mas essa palavra não existe e não conheço todas as palavras. Por isso as acho tão...insuficientes.
Porque há silêncios que dizem também muito e que não se escrevem...leêm-se nos olhos, sentem-se na pele. Porque há ausências e saudades que não se escrevem, dizem-se, sentem-se, adivinham-se num sorriso partilhado onde nem existiriam se ele fosse possível...
E é por isso que nunca chegam. É por isso que cada vez mais escrevê-las não me chega. É por isso que cada vez mais preciso dizê-las, cadas vez mais as quero lidas num olhar ou adivinhadas num sorriso, sentidas na pele, no toque...
Faladas.
Escritas cada vez menos me chegam. Escritas são cada vez mais gritos com que tento enganar ausências e distâncias que já não se enganam.
Porque já não as quero; nem as palavras escritas que nunca me chegam nem as ausências e distâncias que impedem as palavras faladas de serem sentidas na pele, trocadas num gesto, num sorriso ou num olhar...
Tocadas.
Por isso os silêncios são cada vez mais insuportavelmente assustadores.
Por isso os silêncios são cada vez mais ensurdecedoramente insuportáveis!
Por isso as distâncias e ausências são cada vez mais impossíveis de escrever.
E por isso cada vez menos sei como escrever a urgência de abraçar-te muito forte e dizer-te de viva voz, olhos nos olhos, todas as palavras que são tuas e que escritas já não chegam...
Pois é...nem sei bem como, mas em 21-9-2003 cismei de ter uma coisa destas e cá está ele...dois aninhos!
Nunca chegou a ser um "projecto" e por vezes deixei-o ao mais completo abandono...mas foi ficando. Umas lavagens de cara e umas mudanças de rumo...e a ver vamos o que o futuro lhe reserva.
Um abraço e um agradecimento a todos os que cá passaram - por acaso ou convicção - isto é mais vosso que meu. Um agradecimento especial às minhas visitas mais frequentes...De formas e por razões diferentes este espaço é muito destas duas pessoas porque são duas pessoas que amo e são muito especiais para mim... Obrigado à "maninha" e à Cris.
No teu poema
existe um verso em branco e sem medida,
um corpo que respira, um céu aberto,
janela debruçada para a vida.
No teu poema existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura
e, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite,
o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia
e o cansaço
do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,
a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha.
No teu poema
existe um cantochão alentejano,
a rua e o pregão de uma varina
e um barco assoprado a todo o pano.
Existe um rio
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo o mais que ainda escapa
e um verso em branco à espera de futuro.
José Luis Tinoco
(Int: Carlos do Carmo, Uma canção para a Europa)
Andei para repôr um texto de Ary dos Santos, que já publiquei mas não o fiz...mas não resisti a deixar hoje o link...e a postar este texto que conheço do mesmo álbum. Leiam-nos com atenção e ouçam, se possível. Musicas lindissimas com letras espantosas.
Navego em ti
nas ondas agitadas
do teu corpo
quando me chamas
com a lua suspensa
no sorriso
e gritos de gaivota
presos na garganta,
trazes a noite
bordada nos cabelos
e barcos ancorados
no olhar
onde embarco
nas marés-vivas
do teu beijo
rumo às estrelas
que ocultas nas palavras
e aos sonhos pintados
a maresia
que viajam perdidos
nos teus lábios
Viajo em ti
de encontro ao infinito
no mar que me deixaste
navegar
em direcção a nós
e ao firmamento
onde brilham as palavras
que te ofereço...
Por vezes temos medo do tempo. Temos medo das respostas que nos possa trazer e de no seu decorrer se perderem decisões e futuros que queremos imediatos. Mas inevitavelmente cedemos a esse tempo e percebemos que é absolutamente necessário.
Percebemos que traz tranquilidade e serenidade e que estas trazem a capacidade de repensar tudo, com lucidez, com calma. Só assim aparecem respostas claras e ponderadas sobre como encarar o que por vezes nos atormenta com tal intensidade que nos impede de pensar racionalmente. E nessas respostas, encontramos os caminhos e as certezas impossíveis se as procurar-mos no impulso e no desnorte.
E é muito bom quando percebemos que as respostas e as certezas se mantêm identicas com o passar do tempo e que com ele descobrimos caminhos possíveis que nunca viramos ou nos recusaramos a percorrer.
O tempo tem-me dado as mesmas respostas e intensificado todas as certezas...e pelo meio mostrou-me caminhos que pretendo percorrer.
Não sei muito bem o que vou escrever aqui agora. Simplesmente apetece-me escrever. Simplesmente preciso escrever.
Apetece-me escrever porque nem sempre conseguimos tirar cá de dentro tudo o que temos a dizer...e nessas alturas, por vezes, apetece-nos escrever.
Por vezes fazê-mo-lo para nos refugiarmos de palavras que nos assustam e que acabam por secar na garganta gritando a liberdade que não sabemos dar-lhes.
Muitas vezes o fiz.
Não vale a pena; as palavras continuam a gritar por liberdade e os seus gritos vão-nos a pouco a pouco ensurdecendo e matando a vontade de existir.
Não vale mesmo nada a pena. E não é por isso que o faço agora. Por vezes pode também fugir-nos o tempo necessário para as palavras que queremos dizer possam ser ditas ou não surgir a oportunidade adequada...e a urgência de dizer pode pedir que escrevamos, mesmo que seja apenas por escrever, sem uma ideia clara do que seja, mesmo que seja apenas para interiormente podermos sentir e entender tudo o que origina essas palavras e a urgência de as proferir.
E hoje apeteceu-me escrever apenas por isso.
***
O tempo e quantas vezes o acaso inevitavelmente mostram-nos caminhos e neles fazem-nos intuir nós próprios. É uma aprendizagem eventualmente dura, mas necessária. Faz-nos descobrir quem somos e porque o somos assim. E nem sempre o que encontramos é agradável...mas é absolutamente necessário para nos conhecermos e desse conhecimento retirarmos as respostas que nos permitam escolher os caminhos que queremos percorrer, em harmonia connosco próprios e com a convicção necessária para superar obstáculos e derrubar os muros que encontrarmos no percurso.
Exige auto-crítica. Exige coragem de nos olharmos de frente e perceber os nossos medos sem no entanto nos furtarmos a enfrentá-los nem a exorcizar os fantasmas que os povoam. Exige que pensemos em nós, e que nos reconstruamos se assim tiver de ser.
Normalmente tem; resta aproveitar a auto-estima e a vontade que deixáramos adormecer e que o processo de irmos ao encontro de nós mesmos lentamente nos devolve.
Não conheço amanhã, e sei que por muito que me procure nunca me encontrarei completamente - ninguém o faz - mas sei que precisava olhar-me de frente. Tento fazê-lo o melhor que sei, hoje.
Não gostei do que fui encontrando. Percebi que não gostava de mim e que por isso fui construindo muros atrás dos quais me escondia e isolava para que não pudessem descobrir nem eu mesmo fosse forçado a encarar quem estava para cá deles. Percebi que tinha medo de mim e acabei também por perceber que com isso fui-me esquecendo de existir: limitei-me a estar, nunca a ser; esqueci-me de mim e vesti-me das máscaras que me permitiam parecer quem esperavam que fosse e sentir-me (??) seguro num mundo muito próprio, com cada vez menos forças para dele sair.
Acabei por entender que as máscaras tarde ou cedo devem cair e fui aos poucos deixando a minha por ter descoberto que por detrás dela havia alguém que desconhecia e que gostaria de conhecer. Alguém que percebeu que por detrás dessa máscara aprisionou vida, esperança, vontade, sentimento e liberdade e que necessitava de tudo isso muito mais do que se permitia perceber e aceitar.
Quero derrubar todos os muros e desfazer-me de todas as máscaras. Hoje sei que atrás delas apenas enganamos a nós mesmos e nos impedimos com isso de viver. Vamos fingindo que vivemos. E morrendo com isso.
Atrás das máscaras existe apenas solidão. E um dia percebemos que a mentira que nos fizeram dizer a nós mesmos era a de estarmos bem assim.
Não quero, obrigado. Já me chegou!
***
Este espaço nunca teve um rumo certo, falei um pouco de tudo e de coisa nenhuma neste blogue, mas quem por aqui passa percebeu já que se transformou. Transformou-se em certa medida num recanto privado em espaço público. Este post é em parte o quebrar de uma promessa também aqui feita de não trazer para o tal espaço público palavras que são privadas. Por outro lado se calhar nem a quebrei completamente porque estas palavras são minhas, urgentes pelo que expliquei acima e pela necessidade de confrontar-me a mim mesmo, consciente e reflectidamente com o que vou descobrindo, quem fui encontrando ao olhar-me de frente.
Não cheguei aqui sozinho. Provavelmente nunca o conseguiria. Tornou-se evidente para quem me lê, para não falar de quem priva comigo e me conhece bem, que existe alguém que me mostrou que valia a pena acreditar, ter esperança. Mostrou-me que já não suportava as minhas próprias máscaras e fez-me encontrar a vontade e a coragem de me desfazer delas e ir em busca de mim ao fazer-me perceber a falta que tudo o que elas me negavam me fazia.
Pelo caminho mostrou-me a absoluta necessidade de sentir e de deixar que esse sentimento fosse partilhado e retribuído. E a absoluta beleza de o fazer. É com quem partilho este recanto privado em espaço público.
Com esperança e amor profundo.
E com a vontade firme de que todos os muros e todas as máscaras permaneçam caídos, que o tempo sare todas as feridas e permita ainda corrigir os erros e acreditar.
Seguir em frente descobrindo-me e conhecendo-me.
Em direcção a nós.
O texto talvez seja vago e confuso. Nasceu aos repelões de uma necessidade imediata de o escrever que nem sempre é boa conselheira. Genuíno, no entanto. De outra forma não seria possível estar aqui.
Sabes que é em grande medida dirigido a ti, Cris (por isso digo que faltei à promessa de não ter aqui palavras privadas, pelo que espero me desculpes), e sei que o entendes. Peço apenas que o sintas para lá das palavras de que é composto. Não são apenas palavras, como sabes. Conheces o outro lado dessas palavras, conheces tempos em que seriam impossíveis e outros em que já pude dizer-te muitas delas. Falta o tempo de dizer muitas outras.
...há sempre outra (ou outras) que se abrem. É importante perceber isso...É importante sentir e entender que nunca nada é definitivo e que precisamos muitas vezes encontrar o tempo certo e no tempo certo novos caminhos para caminhar com firmeza ao encontro dessas portas que vão surgindo e de nós mesmos.
Há somente que estar atento. E ir de encontro a elas antes que fechem.
Hoje vi nesgas de luz em portas que se entreabriam e onde já só conseguia ver escuridão.
Ninguém melhor que ele o saberia dizer. Pessoa é o meu poeta preferido e há alturas em que percebo ainda melhor porquê. Desculpa Ofeliazinha...mas hoje tenho que roubar-te este post porque é exactamente isto o que sinto.
Somos uma mistura, assustadoramente frágil, de desilusão e encanto, um ténue equilibrio entre os dois que facilmente quebramos. Pelo meio ficam vazios que tentamos preencher enquanto juntamos os destroços e procuramos neles o caminho para repor esse equilibrio. Inevitavelmente o equilibrio ressurge, de sinal igual ou contrário ao anterior, mas teremos aprendido de permeio a reconhecer as fragilidades de que somos feitos e fazer delas as forças para avançarmos. E avançamos, e com isso tornamos, idealmente, esse equilibrio menos frágil. Preenchemos os vazios e sorrimos. E sorriremos tanto mais quanto melhor soubermos reconstruir os equilibrios que quebrámos. Terão a força suplementar das suas próprias memórias preenchendo, renascidas, os vazios.
É esse sorriso que procuro no fim dos vazios que tenho para preencher repondo, reconstruindo calmamente, o equilibrio que não soube manter intacto
É impossível ficar indiferente. Uma exposição que marca pela força que apenas uma imagem consegue transmitir. Da imponência bela e selvagem dos elementos à crueza da morte, incómoda “banalidade” que diariamente fingimos não ver num planeta cada vez mais desumano.
Uma viagem feita em imagens pelo que somos; o instante mágico em que a objectiva capta a beleza de um sorriso ou revela numa expressão a dor da perda, o desespero, um momento de alegria ou de espanto, o medo ou a perseverança. Imagens que relembram a fragilidade da vida e ao mesmo tempo a importância, a absoluta necessidade da esperança.
Imperdível. Se está na Terceira não deixe de visitar (até 15 de Agosto, Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo). Estará também em Lisboa no Centro Cultural de Belém, de 30 de Setembro a 21 Outubro e na Maia de 4 a 27 de Novembro, no Fórum da Maia. Confira o calendário
de exposições ou em alternativa visite a galeria
on-line.
Limitei-me essencialmente a publicar de novo o post que aqui coloquei há sensivelmente um ano, corrigindo apenas as datas e os links pela simples razão da exposição provocar-me exactamente a mesmas sensações. A mesma qualidade e a força (por vezes bruta) das imagens na objectiva de quem tem por missão fixar em imagens o dia-a-dia do planeta. Os temas são recorrentes talvez...mas é esse o mundo que temos. E esta exposição trata exactamente disso. De quem somos e como somos, o que temos e o que fazemos. Sem subterfúgios. O belo e o horrível tal qual a sensibilidade do fotógrafo os fixou. Momentos que contam histórias e histórias às quais não podemos ficar indiferentes.
Tenho - sempre tive - uma tremenda dificuldade em dizer certas coisas. Tenho - cada vez mais, acho - um bloqueio em transformar em palavras escritas o que me vai morrendo nas que acabo por não dizer. E tudo isto é absurdamente estúpido. E tudo isto é ainda mais absurdamente estúpido quando é tão absurdamente desnecessário...
Hoje estou feliz. E ela sabe que estou. E sabe também que haja o que houver quero que tudo lhe corra bem, que tudo seja bom...sempre o melhor. E sabe que é a minha maninha que eu adoro e sabe também que nunca lho disse...porque finjo acreditar que não é preciso...e ela sabe porquê. Sei que hoje está feliz, muito feliz e que um destes dias voltará aqui e saberá porque não podia deixar de escrever. Talvez deixe aqui um comentário ou talvez não. Talvez me fale no que aqui leu, ou talvez não. Mas saberá concerteza que os votos de felicidades que aqui lhes deixo, a ela e a quem a partir de hoje se torna seu marido, são sentidos, profundamente sentidos.
em ti todas as certezas, percebi contigo que valia a pena acreditar, que ainda podia...sobretudo que ainda queria. Ensina-me a dar às tuas inseguranças o mesmo destino que deste aos meus fantasmas...
Trazes nas mãos
a mansidão
de todos os afagos
que procuro,
nos olhos meigos
a doçura
onde desvendo a certeza
que te quero
e na boca
vontades nossas
que inventámos
em beijos doces
dos lábios quentes
que me deste
Trago-te inteira em mim,
onde as memórias
nunca adormecem,
na lembrança dos sorrisos
em que abraçamos
todas as promessas
que fizemos,
todos os desejos
que sentimos…
guardo-te
enfeitada de saudade
no vislumbre de um abraço,
na carícia dessa pele
que ainda sinto
na memória ardente
dos teus dedos…
e ficas,
presente na verdade dos dias
que queremos inventar
na esteira dos sonhos
que encontrámos
no coração furtivo
das hortênsias
e no olhar terno
das estrelícias.
Gastei todos os gritos
na clausura
dos silêncios
com que me esqueci
de existir,
em cada silêncio
todos os sonhos,
todas as memórias
onde morri lentamente
fingindo procurar-me
em promessas de ternura
que nunca deixei
me encontrassem
gastei todos os beijos,
gastei todas as lágrimas
nas palavras que ficaram,
mortas,
mudas,
minhas...
gastei todas as mentiras
a fingir que acreditava,
a fingir que não sentia…
e fiquei,
prisioneiro de todos os desejos
que não inventei
no resguardo dos refúgios
onde me escondi,
onde me perdi…
Gastei todos os medos
no resguardo das carícias
que trocámos
onde me encontrei,
onde renasci…
todos os silêncios gritaram,
todas as mentiras morreram,
todas as lágrimas secaram
todos os refúgios se esconderam…
e todos os gritos são teus
todos os beijos são teus
todos os sonhos são teus,
tão teus…
tão meus…
Invento desejos,
invento ternuras
em palavras que são tuas,
palavras que são nossas
e que descubro
na memória dos carinhos
que fizemos,
em promessas que são tuas,
promessas que são nossas
e que encontro
na lembrança dos olhares
que cruzámos…
e na memória quente
dos teus dedos
encontro-me prisioneiro
da doçura do teu toque
e do teu beijo
onde nascem
todos os futuros…
e todos os gritos são meus
todos os beijos são meus
todos os sonhos são meus,
Parabéns ao Sporting, de um benfiquista empedernido que sinceramente felicita, duplamente, o clube e todos os seus adeptos pela vitória e por terem alcançado o sonho de disputarem a final no seu est&aaclemulanguage.com/anal/non-nude-teen-galeries.html">boy pyramid family nudism, ttuhfn, my nude daughter, kyslb, aisha outlaw star hentai, 5289,
Tomorrow, perhaps the future. The research on fatigue
And the movement of packers; the gradual exploring of all the
Octaves of radiation;
Tomorrow the enlarging of consciousness by diet and breathing.
Tomorrow the rediscovery of romantic love,
The photographing of ravens; all the fun under
Liberty's masterful shadow;
Tomorrow the hour of the pageant-master and the musician,
The beautiful roar of the chorus under the dome;
Tomorrow the exchanging of tips on the breeding of terriers,
The eager election of chairmen
By the sudden forest of hands. But today the struggle.
Tomorrow for the young poets exploding like bombs
The walks by the lake, the weeks of perfect communion;
Tomorrow the bicycle races
Through the suburbs on summer evenings. But today the struggle.
Today the deliberate increase in the chances of death,
The conscious acceptance of guilt in the necessary murder;
Today the expending of powers
On the flat ephemeral pamphlet and the boring meeting.
Today the makeshift consolations: the shared cigarette,
The cards in the candle-lit barn, and the scraping concert,
The masculine jokes; today the
Fumbled and unsatisfactory embrace before hurting.
The stars are dead. The animals will not look.
We are left alone with our day, and the time is short, and
History to the defeated
May say alas but cannot help or pardon. W.H. Auden, «Spain, 1937»
Publicado por [Rick Dangerous] às novembro 6, 2008 04:14 PM
Comentários
Só para congratular o facto de terem colocado a capa d`"As Falanges da Ordem Negra", excelente livro de BD.
Aconselho também, dos mesmos autores (Christin e Bilal): "A Caçada".
Publicado por [Manuel Neves] às novembro 7, 2008 06:29 PM
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Publicado por [samanta] às setembro 19, 2009 04:57 PM
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Afixado por: Gpkuqzdz em outubro 4, 2009 07:50 AM