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[1:00 am]

De facto o tempo pára … não faria favores só por ter que o fazer
Prezo demasiado a liberdade alheiareconsidero e recomeço
Num bloco de madeira clara esculpo um rio de seivaluminosa espalha-se aos meus pésencho as mãos. Saboreio os dedos enquanto ela se entranha por eles desperta … é uma seiva viva, quente, alva de madrugadas desalinhadasvive do sol, da luz. Como tal, a minha sombra perturba-a, fá-la regredir ... afasto-me até a entender segura da minha opacidade opressoradeixo o corpo grosseiro
Recrio a minha luz clara … sou somente ser e sentir …
A luz pulsa, primeiro devagar … a minha luz, a seiva … a tua.
(nada aqui poderia ser de outro modo)

banda sonora:
Massive Attack - [Danny The Dog Soundtrack] - Two Rocks and a Cup of Water

segunda-feira, outubro 18, 2004 21:51
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rosa | carga | nociva | colapso | ninfa | rolamento | sincopado | vestido | súbito | gaze | umbilical | ambíguo | doce | fecho | assumido | similar | voltar | gamada | medo | suma | juízo | contraste | azul | piano | pluvioso
( substituías "náusea" por q? | não sei por onde vais aí... não gostas da palavra? | queixaram-se de q era muito forte. | eu não gosto particularmente da palavra, depois de ter lido "a náusea" de Sartre, mas se não tens problemas com ela, deixa estar. | foi o que surgiu ... não sei bem pq razão … talvez mude ... tens sugestões? … o q te vier à cabeça. | sinónimo? | o q te apetecer. | "estranheza". | não sei se me dou bem com essa. | "síncope". | já lá está "sincopado". | não reparei … "plúvio" … "pluvioso". | parece-me bem. ) | toque | seco | gume | runa | espelho | janela branca | navio errado | terra dorida | expiro longe | dedos húmidos | costas esfumadas | bem vindo ar | recebe lastro | bordado a leite | rio gasto | em nossos nós | a pé | timidez | sair | em claridade | melancolia.

sábado, outubro 16, 2004 13:08
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Tropeço em mim.

Novamente chego à conclusão de que preciso de umas ferias de mim.
Ou então de me reescrever.

Começo por me livrar desta tendência recém adquirida de censurar os meus textos comparando-os com os de outras pessoas (invariavelmente mais dotadas para a escrita).
A liberdade é preciosa.

Será possível recriar a nossa natureza mais profunda? Aquela que nos rege desde que nascemos? Ou será o único caminho a sintonia com a mesma. Para que sendo assumida possam tornar-se visíveis novas tonalidades, novas opções que fortaleçam a trama original (ao aceita-la deixamos de negar os seus frutos).
Outra opção … ao assumir e aceitar plenamente a nossa realidade natural (com todas as suas "falhas" e "fraquezas"), optando por a confrontar com uma consciência e vontade activas. Surge como subproduto natural a capacidade de desconstruir essa mesma realidade interior. Compreendendo a dinâmica que gere as suas partes indivisíveis, ganha-se o controlo sobre as mesmas, assim como, a opção da transmutação real.

Nota - a liberdade de criar é proporcional à liberdade de destruir. E só a força da consciência construída em bases puras e incorruptíveis pode fazer frente ao caos potencial. O êxtase ou a loucura. A aceitação em verdade ou a dissolução.

sexta-feira, outubro 08, 2004 21:47
[ Jorge Barros Gomes ] *

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Habitualmente espero que a confiança que deposito em determinadas pessoas tenha um feedback igualmente positivo.
Assim como tenho tendência a pensar que essas pessoas agem para comigo em reflexo da maneiro como ajo com elas (o mesmo respeito, amizade e consideração) … Daí que acabe por não pôr em causa determinados comportamentos - já que interiormente parto do princípio que a lucidez e as razões adjacentes são tão coerentes quanto as minhas… Já tive casos em que consenti situações absurdas simplesmente por confiar na outra pessoa.
Confio demais diria.
Às vezes engano-me.

Cada um tem as suas regras. Mas em qualquer relação há um encontro equidistante dos limites de cada um. Há cedências e compromissos, sempre.