*

I hate the whiteman

Far across the ocean in the land of look and see
There once was a time for you and me
Where the winds blow sweetly and the easy seas flow still
And where the barefoot dream of life can laugh and cry its fill
Where slot machine confusion and the plastic universe
Are objects of amusement in the fiction of their curse
And where the crazy whiteman and his tear-gas happiness
Lies dead and long since buried by his own fantastic mess

For I hate the whiteman and his plastic excuse
Oh I hate the whiteman and the man who turned him loose...

And the reins of coloured thunder of the stallion of the dawn
Ride the coal-fire morning on the beach where all is born
Where the emperor of meaning is burning up his fort
And sits to warm his toes around a fire made up of useless thought
And when the children tempt him with the riddles of their trance
He flings the flames of solstice casting laughs into their dance
Where the crazy whiteman in the desert of his bones
Lies as bleached as the paradise he likes to think he owns

And I hate the whiteman in his evergreen excuse
Oh I hate the whiteman and the man who turned him loose...

And far across the reaches of the drifting yellow sands
The living carpet wilderness forever joins its hands
With heaven's hell's attainment in a surging crest of fire
Where more than all is thrown upon the everlasting pyre
And through the countless canticles of Jason's charcoal fleece
Are sung the songs of nothing in the timeless masterpiece
And there stood in the middle - guess who? - It's the everlasting bust
Built by god's very own whiteman as he tries to rule the dust

And I hate the whiteman on his doctrinaire refuse
Oh I hate the whiteman and the man who turned you all loose...

And the bowels of his city have been locked into a safe
Where the spew stains on the sidewalks are defenders of his faith
While back inside his kitchen the bowler hatted, long haired saint
Cleans with soap and water but it's really just white paint
While his gorgon-headed scandal sheet presents its daily bite
To give the righteous news-believers drugs to keep them white
While outside in the whitewash where the guns are always, always right
The shooting star has summoned deaths dark angel from his night

And I hate the whiteman and his evergreen excuse
Oh I hate the whiteman and the man who turned you all loose
And the man who turned him loose...

...
Roy Harper [Flat Baroque And Berserk] I Hate the White Man


*

...

a: é bom ser-se livre
b: se se tem estrutura p isso
b: tem a ver c a experiência de vida
b: com o tipo de experiência

a: percebi a determinada altura que primeiro teria de aprender a ser livre e depois deveria procurar ter ou usufruir das coisas. Pela ordem contrária é meio caminho para a infelicidade e conflitos
a: é o que eu acho
b: e acho q poderás muito bem ter razão
a: eu, para mim, no meu caso, sei que tenho razão
a: n sei se funciona para os outros
b: mas só existimos em função do outro... não seríamos felizes isolados do mundo
b: o isolamento não funciona bem nesse sentido
b: há sempre algum grau de dependência

a: é verdade. Mas repara numa coisa: qual é o maior desafio de um ser humano? Quanto a mim é reconhecer o Outro. e isso só se obtém sem posse. A dependência é natural do ser humano. A forma de trabalhar dentro de nós a dependência é que é fundamental
b: bem ... só podes reconhecer (diria conhecer) o outro através do conhecimento de ti próprio ... é preciso começar por aí
a: exacto
b: e sim ... é algo que se obtêm sem posse ... a posse distorce a percepção no sentido da preferência do ego
b: Mas isso é lógica budista :)

a: sim. Quem pretende possuir só para si outra pessoa, demonstra tal falta de auto-segurança que me faz pena
b: faz-te pena muita gente
b: há muita gente assim... É preciso compreender as razões inerentes a cada um...

a: o segredo é considerar os relacionamentos que temos, as pessoas que conhecemos e com quem passamos tempo, as coisas que usamos, como uma sorte e, de certa forma, estarmos agradecidos ao destino por, digamos por exemplo, eu poder falar contigo
   (…)
a: faz sentido?
b: portanto partes do principio que o destino não te pertence
a: o que é que te pertence da tua vida?
b: Depende do teu nível de apropriação da realidade
a: sim. eu por mim tentei simplificar e tento viver só no presente e aproveitar o mais que possa para aprender e sentir
b: sim
a: o conceito n é complicado. o difícil é largar tudo o que nos foi ensinado desde pequenos
a: acerca da felicidade
b: pois ... tb tem a ver c isso ... desconstruir para reconstruir
b: e com coragem

a: sim. perceber quanto de nós nos foi imposto para que nos controlassem melhor, para que seguíssemos no rebanho, para que déssemos dinheiro a ganhar, para que fossemos o combustível da sociedade, é duro (quanto a mim)
a: e aí entra a sabedoria que, a par com o amor, é o que se deve procurar na vida
b: o mais difícil nem é compreender isso ... o mais difícil é dar o passo de tornar isso em pratica
a: vencer o medo
b: isso
a: é sempre o mais difícil
b: e depois conciliar essa realidade com a q consideramos "nossa"
b: há arestas difíceis

a: sim
a: primeira regra da vida : "A vida é difícil". li uma vez isso e não me esqueci
b: :)
a: e só é difícil porque a nossa realidade, os nossos desejos e ideias, estão sempre a chocar com o mundo e com os outros. Daí que reconhecer o Outro (como igual) facilita muito a vida
b: sim ... mas quando falei em arestas referia-me à sociedade em geral ... à estrutura
b: essa mantem-se sempre ... mesmo podendo reconhecer o outro em ti

a: sim. mas a sociedade é uma tela onde se projecta uma realidade bem menos efectiva do que a que te orienta
b: boa ... e tens toda a razão
a: é o que eu penso e vivo.
a: sabes, assim que percebi isto, a minha vida tornou-se bem mais interessante e desafiante
b: isso já é um nível de apropriação da realidade acima do básico despertar ... depois há implicações
a: sim
   (…)
b: tb acho q a partir de certo nível de consciência as palavras tornam-se dispensáveis e pouco eficazes … limitadas
b: até as metáforas têm os seus limites nos limites da experiência do outro

a: sim. mas acredito que as palavras mais 'altas' e 'raras', existam e expliquem esse tipo de conteúdos. mas isso já terá a ver com um cada vez maior grau de, como direi?, Iluminação...
a: (cada vez mais budista, ahn?)

segunda-feira, setembro 27, 2004 12:07
[ josesocrates ] *

...

a: minimaratona?
a: passou-me ao lado
b: ontem, na vasco da gama até ao parque das nações. foram só 8 km...
a: estiveste lá?
b: sim, no meio de milhares e de milhares. aquilo é muita bom e saudável. apesar dos mais de 20 cigarros por dia, não senti dificuldades, o que achei muito bom
b: ainda n estou assim tão alcatroado dos pulmões como pensava

a: sei sei ...
a: alcatrão c alcatrão ...
a: agora alcatrão c terra batida ... isso ja era outra coisa ;)
b: mas fiz uma experiencia: levei a chave do carro debaixo da planta do pé esquerdo e aquilo doía-me muito, como deves calcular. e tentei canalizar a dor para o pensamento de fumar. deste modo acabei com o pé com uma bolha e a doer muito ao fim de 8 km e com muito menos vontade de fumar (um gajo tenta tudo para se livrar do tabaco...)
a: :)
a: credo q tortura
b: pode parecer, eu sei. mas acho que é uma das formas de me convencer, a dor.
a: tens que te livrar disso
a: sempre foi uma coisa q me fez uma certa impressão ... como é que alguem tira prazer de algo q nos faz mal.
b: e o mais estranho é que um tipo para gostar daquilo tem que se esforçar imenso. aquilo, das primeiras vezes sabe muito mal e um gajo fica mal disposto. o esforço que fiz para me viciar é um dos paradoxos da minha vida...que parvoice
a: exacto ... ainda por cima
a: e essa estoria de ser habito social tb nao apanho ... nunca precisei de começar a fumar p me sentir bem num grupo
b: e pensa nisto: mais valia atirar o dinheiro que se gasta com o tabaco pela sanita a baixo, já que pelo menos assim não se estragava a saude
a: isso vindo de ti q fumas uns 20 por dia ...
b: ou seja: um tipo esforça-se por se viciar em algo em que gasta imenso dinheiro que faz falta para um outro sem numero de coisas, que cheira mal, que nos abre possibilidade de ataque de coração, diversos tipos de cancro ou amputação de pernas...
b: brilhante não é? se isto n é ser estupido então não sei...
b: :(

a: yup ... alem do incomodo à vizinhança
b: e às mulheres que nos querem beijar...(talvez o dado mais decisivo para uma potencial decisão)
b: ;)

a: é verdade ... eu, do outro lado, tb sinto isso
a: só o halito ...
a: na volta é uma questão de habito ... mas ainda assim deve ser algo desagradavel
b: a unica vantagem de fumar, a existir, é a de se poder um dia ser homem a valer e, com esforço, deixar-se de fumar!
b: eheheeh

a: hahahaha

domingo, setembro 26, 2004 14:42
*

...

a: viste a critica no blitz?
a: não me falhes
b: nao, nao compro o blitz
a: eu por acaso só comprei por causa da critica
a: tb não costumo
b: e então?
a: foi fixe
b: q dizia?
a: tive mais do que a ********.
a: ehehehehe
b: hahahahahaha
a: as palavras foram muito elogiosas
b: é verdade ... quando se sai dos moldes os gajos ficam baralhados
b: mas é boa publicidade

a: "quando se sai dos moldes os gajos ficam baralhados" isso é a sensação que eu tenho em quase todas as criticas que leio
b: pois
a: por sorte minha não querem perder um comboio que não percebem.
a: logo dizem bem
b: exacto
b: é uma manobra defensiva

a: ya

segunda-feira, setembro 20, 2004 19:12
[ Edson Briattori ] *

curioso

Recebi agora mesmo um telefonema no mínimo curioso.
Era assim (a ver se me lembro) :

" - então gostas de mulheres casadas não é? ... tu não me conheces mas vais conhecer ... ah pois vais ... vais ver ... vou te partir as pernas... vais ver o q te faço ... (etc)"
(refrão : "então gostas de mulheres casadas hein?!?")

Então desliguei (falta de paciência)

Inicialmente achei q fosse um amigo no gozo (já estava eu com: - então pá estás bom?) .. não percebi bem a intenção ... devia ser engano ... mas pode ser q o tipo seja um admirador aqui do blog. Se é, já ganhou uma mençãozinha.
Talvez da próxima vez queira ser tb fotografado ou quiçá deixe o nome para não passar como anónimo.

Seja como for agradeço.
(não tinha o q escrever hoje)

...
ps - rapaz, se estavas a falar a sério, estás muito, mas mesmo muito desactualizado.

sábado, setembro 18, 2004 2:56
[ gajo ] *

tensão

Quando as imagens não surgem - volto-me para as palavras. Quando não há palavras - encontro-me no som. Quando não há sons - procuro-me no sonho. Quando não há sonho nem sono - gasto-me a correr. Quando não posso correr - tento sentir-me manso. Quando não me consigo acalmar - forço-me a aceitar.
E quando aceitar significa tornar verdadeiro o falso?
...
É minha noção de que quando duas pessoas são muito parecidas, ou se dão muito bem, ou se dão muito mal. Variando a intensidade com a percentagem de fogo no sangue.
Mas uma coisa é certa, não fosse esse grilo falante de cabelo comprido que ela carrega na lapela, e tudo teria acontecido de maneira diferente.
...
Para conhecer alguém é preciso mais do que um olhar, uma conversa, um sorriso.
E acima de tudo, mais do que palavras de terceiros.
Se eu partisse para uma relação [seja de que tipo for] com reservas … se não acreditasse que cada pessoa é especial à sua maneira … se deixasse os meus receios tomar conta de mim ao ponto de distorcer cada pequeno detalhe numa prova inequívoca de traição...
Estaria a honrar em verdade a outra pessoa? Claro q não.

...
ps - Mogwai - "Happy Songs For Happy People"

domingo, setembro 05, 2004 3:03
[ Flor ] *

"..."

"
- estás por aí?
- era mesmo só para te mandar um poema do M Torga...

   ...
   Recomeça!
   Se puderes,
   sem angústia e sem pressa.
   E os passos que deres,
   nesse caminho duro
   do futuro,
   dá-os em liberdade!
   Enquanto não alcances, não descanses.
   De nenhum fruto queiras só metade!

   Miguel Torga
   ...
- acho muito forte, muito directo e simples.
- É admirável como encoraja. Até me envergonha por me confrontar com a inércia que por vezes toma conta daquilo que podia ser algo altamente operante: a vontade.
"

sexta-feira, setembro 03, 2004 23:36
[ gajo ] *

...

É claro e simples o acordar, o vento, o sol, os cabelos, as palavras de quem nos conhece a raiz, as cores, os sentidos, a pele na pele, os traços nas mãos, os olhos, os gestos implícitos, as arvores, as folhas, o amor real.

Não é simples nem real a ocultação, o partir do ego para entender o ente outro, as palavras carregadas de condições, o ver situações com olhos alheios, em suma, o medo.

...
ps - Beck - [Eternal Sunshine Of The Spotless Mind-OST] - Everybody's Gotta Learn Sometimes.