sábado, setembro 13, 2003 15:21
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consciência

“Somos constituídos de tal modo que vivemos em quatro estados de consciência; mas, tal como somos, só utilizamos dois: um, quando dormimos, e outro, quando dizemos que estamos “acordados”, isto é, no estado presente, quando podemos falar, ouvir, ler, escrever, etc. mas esses são apenas dois dos quatro estados possíveis. O terceiro estado de consciência é muito estranho. Se alguém nos explicar o que ele é, começamos por pensar que o temos. Esse estado pode ser chamado de consciência de si e muitas pessoas, se lhes perguntarem a respeito, dirão: “Sem duvida somos conscientes”. É necessário um tempo suficiente ou esforços repetidos e frequentes de observação de si antes que reconheçamos verdadeiramente que não somos conscientes, que só potencialmente o somos. Se nos perguntam, dizemos: ”Sim, eu sou”, e nesse momento somos, mas, no momento seguinte, deixamos de nos lembrar e não somos conscientes. Assim, no processo de observação de nós mesmos, temos a percepção de que não estamos no terceiro estado de consciência, de que vivemos somente em dois. Vivemos no sono, ou num estado de vigília que o sistema chama de consciência relativa. O quarto estado, denominado consciência objectiva, é nos inacessível, porque só pode ser atingido através da consciência de si, isto é, começando primeiro por se tornar consciente de si, para mais tarde poder conseguir alcançar o estado objectivo de consciência.”

in “O Quarto Caminho “, P. D. Ouspensky, Ed. Pensamento


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persona

“O vale das sombras da morte; das grandes mortes e de todas as pequeninas mortes. A morte é o caminho da transfiguração. O que quiser salvar a vida deve perdê-la. Homens e mulheres vivem a tentar perder as vida – a vida corrupta, inútil, sem razão de ser, das suas personalidades vulgares. Sempre a tentar livrar-se delas por mil e um processos diversos. Pelo frenesi do jogo e do proselitismo religioso; pelas monomanias da avareza e da perversão, das pesquisas cientificas, do sectarismo e da ambição; pelas alucinações compensatórias do álcool, da leitura, do devaneio, da morfina; pelos delírios do ópio, do cinema e do ritual; pelas selváticas epilepsias do entusiasmo político e do prazer erótico; pelos estupores do veronal e da exaustação. Escapar; esquecer a velha e fastidiosa identidade; converter-se em outrem, ou melhor, em outra coisa, num mero corpo estranhamente entorpecido ou mais sensitivo que de ordinário; quando não, um mero estado de espirito impessoal, um modo de consciência desindividualizada. Que felicidade! Que alivio divino! Mesmo para os que ainda não tinham percebido que havia, na sua condição, algo que precisasse de alivio.”

in “Também o cisne morre”, Aldous Huxley, Colecção Dois Mundos, Edição «Livros do brasil» Lisboa


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andanças

prós – o poço azul, a consciência corporal, os encontros do umbigo, a biodança. a yoga do Dada… o ambiente pacifico e amigável entre as hostes… a liberdade… os sorrisos de reconhecimento... a entreajuda… “love is in the air”

contra – a gripe a que estive submetido nos últimos 3 dias do festival (bastante forte por sinal)… a distância até à casa de banho às 3 da manhã… o pessoal que não respeitava a zona calma e ficava na conversa até às tantas… o desagradável generation gap nas mentes estereotipadas de poucos…

não descrevo muito mais… :) prefiro deixar o resto no sabor das memórias