outubro 25, 2004


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[1:00 am]

De facto o tempo pára … não faria favores só por ter que o fazer
Prezo demasiado a liberdade alheiareconsidero e recomeço
Num bloco de madeira clara esculpo um rio de seivaluminosa espalha-se aos meus pésencho as mãos. Saboreio os dedos enquanto ela se entranha por eles desperta … é uma seiva viva, quente, alva de madrugadas desalinhadasvive do sol, da luz. Como tal, a minha sombra perturba-a, fá-la regredir ... afasto-me até a entender segura da minha opacidade opressoradeixo o corpo grosseiro
Recrio a minha luz clara … sou somente ser e sentir …
A luz pulsa, primeiro devagar … a minha luz, a seiva … a tua.
(nada aqui poderia ser de outro modo)

banda sonora:
Massive Attack - [Danny The Dog Soundtrack] - Two Rocks and a Cup of Water

Nota: Todos os trabalhos aqui publicados, salvo quando indicado o oposto, são da minha autoria. As aparentes pinturas são habitualmente realizadas em Corel Painter e/ou Adobe Photoshop com a ajuda indispensável de uma mesa digitalizadora.

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