Cuidadosamente passeei por entre os destroços.
Uma voz calma debaixo do piso onde me encontrava falava comigo, especificamente comigo, como se soubesse quem eu era.
Mas não teria como saber.
Este corpo que trago não é mais o meu corpo. Este corpo sente-se inteiro, aceita-se, as mãos com os braços, os dedos com as mãos, as unhas com os dedos. Mas não é meu.
Como poderá alguém reconhecer-me por ele?
Havia algo naquela voz que me trazia à memória recordações há muito esquecidas. Era calma e talvez fosse por isso, já que a serenidade traduz o amor e justifica o reencontro.