Hoje foi um desses raros dias em que saio do casulo para ver pessoas, amigos afastados pelas circunstancias. E sabe bem. O que é estranho (agora já me acostumei), é que existe um período de adaptação, como se de repente fosse demasiada informação para processar, emocionalmente e fisicamente.
E claro, algumas horas depois já estou cansado…
Mas o que mais me perturba são os efeitos secundários. Dou por mim a pensar pesadamente na minha vida de clausura recente… Por mais que me adapte e consiga estar mais ou menos em paz comigo, preciso dessa troca de energias… não faz sentido a vida sem o exterior, sem o outro…
Digo mais: se pinto, pinto em espelho a minha existência. E a minha existência assim é pobre. Falta-lhe amor, raízes … e a falta de experiências traduz-se em falta de finalidade.
Quero muito sair daqui, conhecer outras realidades, outras pessoas.
Mas de momento tenho de completar trabalho, formar uma colecção consistente, coesa.
Precisava de viver mais, de sentir mais para poder trabalhar mais vigorosamente… Mas enquanto não vender trabalho, não tenho independência económica suficiente para assegurar a minha liberdade de movimento… é um punhal de dois gumes… preciso de trabalhar para viver e de viver para trabalhar.
Ps – é provável que esteja cansado e a falar com um pé na diária viagem onirica.
o dia tem muitos conjuntos de 3 minutos, quanto mais nos mexermos, quanto mais olharmos, rirmos, falarmos, trabalharmos ...mais informação trocamos com o exterior do nosso corpo.
O café, o chá e a coca cola ajudam a usarmos melhor o enorme número de conjuntos de três minutos existentes num dia.
Se de três em três minutos estivermos a fazer alguma coisa então vamos sempre ter dias muito produtivos, cheios e proveitosos.
Não te estou a chamar preguiçoso, só quero dizer que se te mexeres as coisas à tua volta tambem se vão agitar.
Boa sorte no mundo aí de fora meu amigo Gaijo.Vai aparecendo e escrevendo!!
bem ... explico-te melhor quando pela Faculdade aparecer. fica bem
Afixado por Gajo em março 23, 2004 01:33 AMDá ideia que fui eu que escrevi este texto há 2 anos atrás... Nunca me tinha deparado com nada assim! Acho que tenho uma alma gémea...
Afixado por Cátia Mourão em abril 16, 2004 12:55 PM